O visto D7 continua a ser a via mais simples para quem quer viver em Portugal com rendimentos que já recebe: uma reforma, rendas de imóveis, dividendos ou juros. Em 2026, o valor de referência mudou, porque está ligado ao salário mínimo nacional.
Quanto precisa em 2026
A retribuição mínima mensal garantida para 2026 é de €920 (Decreto-Lei n.º 139/2025). Os meios de subsistência para o visto calculam-se a partir desse valor:
- Requerente principal: 100%, ou seja, €920 por mês
- Cônjuge ou outro adulto: mais 50%, ou seja, €460 por mês
- Cada filho menor ou filho maior a cargo: mais 30%, ou seja, €276 por mês
Que rendimentos contam
O consulado procura rendimentos estáveis e regulares: pensões, rendas, dividendos, juros ou rendimentos de propriedade intelectual. O D7 não foi pensado para trabalho remoto para empresas no estrangeiro; nesses casos, o visto adequado é o D8, com um valor de referência de €3.680 por mês.
Os outros requisitos que costumam pesar
- Conta bancária num banco português, o que exige NIF
- Alojamento em Portugal por, pelo menos, um ano
- Seguro de saúde e registo criminal, apostilado quando aplicável
A lista exata depende do consulado. É por isso que começamos sempre por uma avaliação: confirmamos o valor para o seu agregado e o que o seu consulado vai pedir.
Depois do visto
Com o visto, entra em Portugal e pede a autorização de residência na AIMA. Ao fim de 5 anos de residência legal pode pedir a residência permanente, com português de nível A2, entre outros requisitos. A família pode acompanhá-lo: explicamos-lhe como se aplicam as regras de reagrupamento familiar ao seu caso.
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