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Visto D7 em 2026: rendimento mínimo de €920 e o que muda para a sua família

O salário mínimo subiu para €920 e, com ele, o requisito do D7. Fazemos as contas para a sua família.

18 de outubro de 2026 Revisto com fontes oficiais

O visto D7 continua a ser a via mais simples para quem quer viver em Portugal com rendimentos que já recebe: uma reforma, rendas de imóveis, dividendos ou juros. Em 2026, o valor de referência mudou, porque está ligado ao salário mínimo nacional.

Quanto precisa em 2026

A retribuição mínima mensal garantida para 2026 é de €920 (Decreto-Lei n.º 139/2025). Os meios de subsistência para o visto calculam-se a partir desse valor:

  • Requerente principal: 100%, ou seja, €920 por mês
  • Cônjuge ou outro adulto: mais 50%, ou seja, €460 por mês
  • Cada filho menor ou filho maior a cargo: mais 30%, ou seja, €276 por mês
Exemplo: um casal com dois filhos precisa de demonstrar €920 + €460 + €276 + €276 = €1.932 por mês.

Que rendimentos contam

O consulado procura rendimentos estáveis e regulares: pensões, rendas, dividendos, juros ou rendimentos de propriedade intelectual. O D7 não foi pensado para trabalho remoto para empresas no estrangeiro; nesses casos, o visto adequado é o D8, com um valor de referência de €3.680 por mês.

Os outros requisitos que costumam pesar

  • Conta bancária num banco português, o que exige NIF
  • Alojamento em Portugal por, pelo menos, um ano
  • Seguro de saúde e registo criminal, apostilado quando aplicável

A lista exata depende do consulado. É por isso que começamos sempre por uma avaliação: confirmamos o valor para o seu agregado e o que o seu consulado vai pedir.

Depois do visto

Com o visto, entra em Portugal e pede a autorização de residência na AIMA. Ao fim de 5 anos de residência legal pode pedir a residência permanente, com português de nível A2, entre outros requisitos. A família pode acompanhá-lo: explicamos-lhe como se aplicam as regras de reagrupamento familiar ao seu caso.

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